O Fim do Mundo em Preto e Branco – As Fotografias Coloridas

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Assim como diversos pintores da época, diziam que a fotografia traria o fim das pinturas, muitos temiam que a fotografia em cores causaria o fim da fotografia em preto e branco.

 A Primeira Fotografia Colorida do Mundo

Nos anos que se seguiram ao surgimento da fotografia, a busca dos inventores da época passou a focar-se em fazer fotografias, agora, coloridas.

Inúmeros testes foram realizados, buscando criar as fotografias em cores, mas todos esbarravam no problema da fixação da imagem. Principalmente com a cor vermelha, a fixação era muito difícil, e dessa forma, as fotografias não duravam muito tempo.

Foi apenas em 1861, no dia dezessete de maio, que o físico James Clerk Maxwell apresentou seu experimento, em uma palestra no King’s College de Londres.

Seu experimento consistia em, utilizando uma fita Tartan, criar uma composição de três imagens dessa mesma fita, cada uma com um filtro de cor diferente – vermelho, azul e verde, e, a partir da projeção dessas três imagens, umas contra as outras, projetadas com o uso de três lanternas, produzir uma imagem colorida.

Neste evento, Maxwell, que não era fotógrafo, mas um de seus estudos dedicava-se a percepção das cores pelo olho humano, contou com a ajuda de Thomas Sutton, fotógrafo profissional e seu assistente.

As imagens da fita Tartan foram feitas por Sutton, seguindo as orientações de Maxwell.

O método de três cores de Maxwell é utilizado ainda nos dias de hoje.

O Pai da Fotografia Colorida

James Clerk Maxwell, nasceu na cidade de Edimburgo em 1831.

Considerado por Albert Einstein um dos físicos mais importantes desde Isaac Newton, Foi professor de física em Aberdeen e Londres.

Publicou diversos estudos sobre eletromagnetismo, elasticidade, visão e ótica e eletricidade.

Uma de suas características era trabalhar em vários assuntos, assim como o grande intervalo entre a publicação de seus artigos sobre um mesmo tema.

Aposentou-se em 1865, ainda fazendo experimentos com o auxílio de sua esposa. Trabalhou em revisões e livros até sua morte em 1873.

A Evolução das Imagens em Cores

Anos depois da experiência de Maxwell, coube aos irmão Lumiére, pioneiros do cinema, a criação dos autocromos coloridos, patenteados em 1903, e apresentados ao público quatro anos depois, em 1907.

O processo dos autocromos consistia em uma placa de vidro coberta com uma fina camada de fécula, que continha as cores verde, laranja e violeta. Essa camada era colocada sobre uma fotografia em preto e branco. Na sequência, essa chapa recebia  uma camada de verniz impermeável, para então ser mergulhada em uma emulsão chamada pancromática.

Assim como, na época do surgimento da fotografia em preto e branco, dizia-se que seria o fim da pintura, a descoberta da fotografia colorida trouxe a indagação sobre se seria este o fim das fotos em preto e branco.

Por décadas os Autocromos dos irmãos Lumiére dominaram o mercado, até que a Kodak colocasse no mercado o seu filme Kodachrome. Um filme que permitia tirar fotos utilizando as câmeras da empresa.

Os Kodachromes são admirados até hoje, considerados como um dos melhores métodos de captura já criados, devido a grande qualidade de cores e imagens.

A Kodak deixou de fabricá-los em 2009.

Paralelamente aos Kodachromes da Kodak, a empresa alemã Agfa lançou o filme colorido Agfacolor Neu.

A diferença entre o Agfacolor Neu e o Kodachrome era, basicamente, uma: diferentemente do seu concorrente americano, que só poderia ser revelado em 25 laboratórios específicos, o filme alemão podia ser revelado em qualquer laboratório.

Foi o lançamento do Agfacolor Neu que colocou de vez a fotografia colorida no mercado.

Mesmo com a evolução das fotografias coloridas, até a década de 60, o preto e branco ainda era predominante nas fotografias.

Somente a partir dos anos 70 é que as fotografias coloridas passaram a dominar o mercado.

E você, como prefere ver o mundo?

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